Minha paixão por bilhetes

Sou do tempo dos bilhetes. Tenho lembranças do meu prazer em recebê-los desde a minha infância. Dos recadinhos que a minha mãe deixava com as ordens do dia para mim e para as minhas irmãs, com tempo de televisão autorizado, horário de temas e de vestir os uniformes da escola. Lembro também do afeto escrito…

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A rapadura é doce, mas não é mole…

Não sou psicóloga nem neurologista, mas posso afirmar que existem áreas no cérebro que apagam as experiências de exaustão com os filhos, logo que elas passam. Algo como um aspirador de pó talvez, que suga os estilhaços das fazes mais difíceis, não deixando qualquer pista. Assim, a gente esquece. E se alguém contar o quanto…

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